Os cristãos estão sendo perseguidos, decapitados, enterrados vivos. Mulheres sendo estupradas, vendidas como escravas, entre outras tantas atrocidades cometidas pelos jihadistas do Estado Islâmico. São muitos os relatos dos maus tratos que estão acontecendo no Iraque. As informações que chegam a nós nem sempre são fieis a realidade. O fato é que os cristãos que vivem naquela região tem vivenciado um verdadeiro êxodo.

O Patriarca católico caldeu, Dom Louis Rafael Sako, exortou a comunidade internacional a tomar consciência do êxodo, da via sacra que milhares de cristãos iraquianos estão sofrendo para escapar da violência dos extremistas muçulmanos do Estado Islâmico, quer dizer, estão deixando sua terra e fugindo para manter a vida e não serem obrigados a negar a fé em Jesus Cristo.

Por sua parte, a fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) informou que destinou 100.000 euros para oferecer ajuda humanitária às milhares de famílias deslocadas nas planícies de Nínive. O papa Francisco tem convocado constantemente a nós cristãos de outros países para que rezem por todas as perseguições que estamos recebendo nesses países em conflito, em especial no Iraque e entre Israel e Palestinos, e recentemente nomeou o Cardeal Fernando Filoni, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, para estar presente na região do Iraque, a fim de que os cristãos ali presentes não estejam “sozinhos”. 

Podemos afirmar que a igreja continua a desempenhar o seu papel no mundo contemporâneo: perseguida, mas, não vencida. E isso mostra que a força mantenedora da Igreja não vem de sim mesma, mas do próprio Cristo. 

Por Seminarista Kennedy Ferreira