“Os jovens e adolescentes constituem a grande maioria da população da América Latina e do Caribe. Representam enorme potencial para o presente e o futuro da Igreja e de nossos povos, como discípulos e missionários do Senhor Jesus. Os jovens são sensíveis a descobrir sua vocação a ser amigos e discípulos de Cristo. São chamados a ser ‘sentinelas da manhã’ (João Paulo II), comprometendo-se na renovação do mundo à luz do Plano de Deus. Não temem o sacrifício nem a entrega da própria vida, mas sim uma vida sem sentido. Por sua generosidade, são chamados a servir a seus irmãos, especialmente aos mais necessitados, com todo o seu tempo e vida. Têm capacidade para se opor às falsas ilusões de felicidade e aos paraísos enganosos das drogas, do prazer, do álcool e de todas as formas de violência. Em sua procura pelo sentido da vida, são capazes e sensíveis para descobrir o chamado particular que o Senhor Jesus lhes faz. Como discípulos missionários, as novas gerações são chamadas a transmitir a seus irmãos jovens, sem distinção alguma, a corrente de vida que procede de Cristo e a compartilhá-la em comunidade, construindo a Igreja e a sociedade” (DAp 443).
Diante dista radiografia da juventude apresentada pelo Documento de Aparecida, podemos constatar que a juventude precisa de muita coisa, mas o que ela precisa essencialmente é de Jesus Cristo. Jovem você precisa se convencer que você precisa de Jesus Cristo, não apenas para estar com Ele, mas para deixa-Lo transformar sua vida. E uma vez que Jesus Cristo transformou sua vida, agora você deve anuncia-Lo àqueles que são jovens como você.
O jovem católico precisa ser capaz de anunciar Jesus Cristo. Jovens que sabem falar de futebol, de namoro, de novela, que sabe reproduzir em si mesmos os figurinos da moda existem demais. No entanto, o mundo está sedento de jovens que saibam falar de Jesus Cristo, que reproduzam na sua vida o agir de Jesus Cristo.
Para que o jovem católico torne-se um missionário é preciso primeiro que ele descubra quais são os seus tesouros. Os tesouros do jovem católico são: a Palavra de Deus, a Eucaristia, a Confissão, a direção espiritual, o estudo, o serviço ao próximo. Para que possais aprofundar-se no conhecimento desses tesouros podeis contar com vosso pastor. Vocês não precisam de ter medo de procurar o padre para conversar, para expor seus problemas, suas dificuldades, suas alegrias, seus sonhos. O padre de vocês quer caminhar com vocês.
Mas para vos tornarem fortes, é preciso cultivar uma amizade profunda com Jesus Cristo, com a Igreja, e também cultivar amizades profundas entre vocês. Amizades que estejam desprovidas de interesses mesquinhos, uma amizade que vise a edificação do outro. Quando a juventude se une num mesmo ideal ela adquire uma força transformadora e entusiasmada.
“Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19). É preciso que cada jovem descubra, acolha e acredite em Jesus e no seu amor e não se deixe vencer pelos limites e fraquezas. Quando o nosso coração está em Deus, perde o medo, pois conta com uma força maior” (Bote Fé p. 01). Sei que a juventude é uma fase da vida na qual alimentamos muitos medos, muitas incertezas, mas Jesus Cristo nos ajuda a superar nossos medos, nossas incertezas. Portanto, não desperdice sua juventude com coisas que só vão trazer infelicidades para você. Pare, pense, reze e responda. Jesus Cristo precisa de você. Mas muito mais você precisa de Jesus Cristo. “Cada jovem deve perceber o seu valor, como pessoa, como cristão, como missionário. É preciso acolher o dom que cada um é e tomar consciência da beleza e da grandeza de alma que cada jovem é chamado a acolher e a viver” (Bote Fé p. 01).
Por fim, amados jovens, façam de vossa juventude uma missão. Caminhe na luz de Jesus Cristo, fuja das trevas da droga, da promiscuidade sexual, da falta de iniciativa, do alcoolismo. Jesus Cristo quer vos transformar em “sentinelas da manhã”, para que ajudar outros jovens a se encontrarem com a luz da verdade. “Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade.”(1 Timóteo 4,12.

Pe. Hélio Cordeiro, pároco da Paróquia Sant’ana em Posse (GO)




