Dom Adair José Guimarães

      Nasceu no Município de Mara Rosa-GO, antiga Amaro Leite, no dia 16 de junho de 1960. Filho do casal Antônio Bonifácio Guimarães e Dalva Maria Guimarães, ambos falecidos. Perdeu a mãe aos onze anos de idade e cresceu com a ajuda de familiares em Campinorte-GO, aonde, junto com seus dois irmãos: Atair José Guimarães e Alair Aparecido Guimarães, passou sua adolescência e início da juventude.

      Seu pai casou-se novamente com Maria Elias Alves em 1980, ano em que ingressou no seminário menor. Do segundo casamento do pai nasceram seus dois últimos irmãos: Altemir Elias dos Reis Guimarães e Ademir Elias Guimarães. A família sempre foi muito unida.

Família

      Até os dez anos residiu na zona rural, pois seu pai era agricultor e obtinha o sustento da família através da plantação de lavoura e da criação de animais. Começou seus estudos nas antigas “escolas da roça”. Em Alto Horizonte, antigo distrito de Mara Rosa, cursou os primeiros anos de seus estudos. Com a enfermidade da mãe que contraiu câncer, se mudaram para Campinorte em 1971, onde concluiu o antigo primário e primeiro grau.

         O pai continuava no sítio e nos finais de semana e férias, juntamente com os irmãos, partilhava com o pai dos serviços braçais no campo. Pouco tempo depois da mudança para Campinorte, pouco mais de dois anos, a mãe veio a falecer.

       A parte religiosa e a devoção a Nossa Senhora foram herdadas do cuidado da mãe que era fervorosa e soube repassar aos filhos os conhecimentos iniciais da fé. O pai era menos presente religiosamente, mas confirmava os ensinos da mãe.

       Fez a primeira comunhão aos oito anos; foi preparado em casa pela mãe com a autorização do Pe. Juarez dos Passos Pereira. O dia da primeira comunhão, que lhe é memorável pelo alcance do seu significado, ocorreu na Capela de Alto Horizonte, hoje sede paroquial.

O Caminho Vocacional

      O desejo de ser padre o acompanhou desde a infância; com cinco anos de idade já brincava de celebrar a missa com o irmão mais velho e primos. O ambiente simples e pobre da família sempre foi marcado por uma intensa religiosidade. Sua mãe sempre foi devota de Nossa Senhora e São Geraldo Magela, pois carregou consigo a devoção desde os tempos em que viveu no Carmo em Minas Gerais. O pequeno menino se encantava com a imagem de São Geraldo que a mãe possuía. Sua avó materna, Maria Benedita de Jesus, sempre contava as graças obtidas pela intercessão do santo e aquelas conversas, e as histórias, lhe plasmavam no coração o desejo de ser padre.

      Na infância, em Campinorte, participou da Legião de Maria juvenil, acompanhado sempre pela Maria Francisca e pela Elenir Alves, zelosas legionárias que ainda hoje militam nesse trabalho. Teve a influência formativa e vocacional, primeiro pela Irmã Maria das Dores (Dominicana) e depois, já no processo de discernimento final, pelas Irmãs Terezinha Cavich, Terezinha Bustamante e Aparecida Sofia (Irmãs da Providência de Gap) que atuaram por muitos anos em Campinorte. Seus padrinhos de batismo e avós paternos, Geracino Ferreira Guimarães e Dorvina Bonifácio Guimarães tiveram papel fundamental no processo vocacional do Pe. Adair. Seu avô era ministro extraordinário da comunhão, o primeiro de Campinorte, cursilhista e membro do Apostolado da Oração e Legião de Maria. Do seu avô recebeu os primeiros ensinamentos bíblicos na infância e na adolescência.

       Desde a infância teve que trabalhar, primeiro na roça, depois vendendo frutos da terra na cidade, portaria de hotel e por último como balconista. A sua grande descoberta vocacional aconteceu dentro dos trabalhos da Paróquia Nossa Senhora da Guia, quando era Pároco o Frei Euzébio.

       O grupo de Jovens Júpiter foi o campo onde Deus colheu Pe. Adair para o seminário. Iniciou os estudos do segundo grau em Uruaçu, no antigo Colégio Polivalente, onde fez o primeiro e o segundo ano.

       No dia 22 de fevereiro de 1980 foi levado pessoalmente pelo então Bispo Diocesano, Dom José Silva Chaves, para o Seminário Menor Bom Jesus em Brasília; naquela época a Diocese não tinha seminário menor. Em Brasília concluiu o segundo grau. Em 1981 começou seus estudos filosóficos no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima de Brasília. A vinda do Papa João Paulo II ao Brasil em 1980 lhe conferiu fortaleza na resposta ao chamado vocacional. Em 1982 foi enviado ao Seminário Arquidiocesano de São José do Rio de Janeiro, onde concluiu a Filosofia e a teologia, respectivamente no Instituto Arquidiocesano de Filosofia João Paulo II e Pontifícia Universidade Católica.

       Durante a vida de seminário sempre foi assíduo no apostolado proposto pelo seminário. Trabalhou na catequese em Taguatinga, Paróquia São José, Arquidiocese de Brasília; Na Paróquia São Pedro de Alcântara na Arquidiocese de Niterói, Rio de Janeiro; na comunidade Nossa Senhora de Nazaré (Marambaia) trabalhou quatro anos com catequese, liturgia, juventude, círculos bíblicos e visitas aos lares. Durante o diaconato serviu pastoralmente a Basílica Nossa Senhora de Lurdes no Bairro de Vila Isabel, Rio de Janeiro, onde acompanhou a comunidade de Nossa Senhora de Fátima da Favela Pau da Bandeira, equipes de liturgia e de jovens, e ministrou várias formações para lideranças.

Vida Ministerial

     Em dezembro de 1983 Dom José Chaves lhe conferiu o Ministério de Leitor na Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Geriaçu-Matão, Município de Uruaçu, Paróquia Catedral. Em dezembro de 1984 recebeu igualmente o Ministério de Acólito na Capela de São Sebastião de Alto Horizonte, na época pertencente à Paróquia de Campinorte. No dia 28 de dezembro de 1985, às 19h, na Catedral foi Ordenado Diácono. Recebeu a Ordenação Presbiteral em Campinorte no dia 21 de dezembro de 1986. Foi um dia de festa e muita alegria para seus familiares, a Paróquia de Campinorte e toda a Diocese.

        De 1987 a 1998: Pároco da Catedral de Uruaçu-GO; De 1999 a 2005: Pároco da Paróquia Santo Antônio em Mara Rosa-GO; De 2006 até a nomeação episcopal: Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida em Minaçu-GO; De 1987 a 1988: Reitor do Seminário Menor da Diocese de Uruaçu; De 1987 a 1992: Responsável pela Pastoral Vocacional e da Juventude na Diocese de Uruaçu; De 1987 a 2006: Membro e secretário do Conselho Presbiteral da Diocese; De 1988 a 1996: Assistente eclesiástico Diocesano da Renovação Carismática Católica; De 1990 a 1995: Presidente do Conselho Ecumênico Interconfessional do Ensino Religioso de Uruaçu; De 1998 a 2019: Juiz Auditor da Câmara Eclesiástica da Diocese de Uruaçu e Adjunto do Tribunal Eclesiástico de Brasília; De 1999 a 2000: Vice Presidente da OSIB do Regional Centro Oeste; De 2000 a 2003: Coordenador Diocesano de Pastoral da Diocese de Uruaçu; De 2000 a 2005: Diretor Espiritual e professor no Seminário Maior da Diocese de Uruaçu; De 2001 a 2004: Presidente da OSIB do Regional Centro Oeste; De 2004 a 2005: Vice Presidente da OSIB Nacional; De 2007 até a presente data: Diretor Espiritual Diocesano do Encontro de Casais com Cristo.

Nomeação Episcopal

       No dia 13 de fevereiro de 2008 recebeu uma ligação telefônica do Núncio Apostólico, Dom Lorenzo, pedindo que fosse a Brasília para um comunicado. A audiência foi marcada para o dia 15 do mesmo mês. O Senhor Núncio lhe comunicou que o Santo Padre, Bento XVI, o havia nomeado bispo da Diocese de Rubiataba-Mozarlândia. Padre Adair deu seu assentimento positivo, por escrito. A nomeação ficou resguardada pelo sigilo pontifício até o dia 27 de fevereiro, quando a Santa Sé fez a publicação oficial.

Anúncio da Nomeação

       No dia 27, pela manhã, Dom Messias Reis, Bispo de Uruaçu, convidou o futuro bispo, vários sacerdotes, religiosas e leigos para uma oração matinal na Catedral Imaculado Coração de Maria, em Uruaçu. Após a oração Dom Messias fez o anúncio. O bispo nomeado fez uso da palavra, agradeceu o apoio de Dom Messias e pediu as orações de todos os presentes em favor de sua missão.

Formação Acadêmica

       Formado em filosofia pelo Instituto de Filosofia João Paulo II da Arquidiocese do Rio de Janeiro (1982), Bacharel em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1986), Validação do curso de teologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2007) e Pós graduado em Direito Canônico Matrimonial pela Faculdade São Bento no Rio de Janeiro(2010).

Sagração e Posse

      A sagração aconteceu no dia 17 de maio, sábado, às 15h na quadra coberta do Seminário São José de Uruaçu pelas mãos de Dom José Silva Chaves, Bispo Emérito de Uruaçu, pelos consagrantes Dom Messias, bispo diocesano de Uruaçu e Dom José Carlos, administrador apostólico de Rubiataba. A posse, como terceiro bispo de Rubiataba-Mozarlândia aconteceu no dia 25 de maio de 2008 às 9h na Catedral de Rubiataba. Dom Washington Cruz, Arcebispo de Goiânia, foi quem presidiu a solenidade.

Atividades como bispo

De julho de 2008 ao final de 2014 atuou como Juiz Presidente do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese de Goiânia; membro da Equipe do Seminário Inter diocesano de Goiânia deste 2008; bispo referência para a liturgia no Centro Oeste de 2008 a 2013, desde o início de 2015 é o Bispo Referencial para a Juventude e a Pastoral da Pessoa Idosa do Centro Oeste, a partir de setembro de 2018 Assistente Eclesiástico Nacional do Encontro de Casais com Cristo (ECC), em novembro de 2018 eleito Vice Presidente do Regional Centro Oeste da CNBB e em maio de 2019 reeleito.

Transferência para Formosa

       Na manhã do dia 27 de fevereiro de 2019 o Santo Padre, Papa Francisco, nomeou Dom Adair José Guimarães como o 5º bispo diocesano para a Diocese de Formosa-GO. No dia 01 de junho de 2019, às 10h, tomou posse acompanhado do seu metropolita, Cardeal Arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha. Seu lema episcopal: “FIAT VOLUNTAS TUA” (Lc 1,38)

Brasão Episcopal

Descrição:

Escudo eclesiástico oval, partido: o primeiro de blau com um crescente encimado de uma flor-de-lis, tudo de argente; o segundo de argente, fretado de vermelho com a hóstia e um castelo numa referência à cidade de Guimarães, berço da família de mesmo nome. O conjunto está pousado sobre uma cruz de ouro. O todo encimado pelo chapéu eclesiástico forrado de vermelho com seus cordões em cada flanco, terminados por seis borlas cada um, tudo de verde. Brocante sobre a ponta da cruz, um listel de prata com a legenda: FIAT VOLUNTAS TUA, em letras de azul.

Interpretação:

No primeiro, o campo de blau (azul) representa o manto de Maria Santíssima sob cuja proteção o bispo pôs toda a sua vida sacerdotal, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. A flor-de-lis sobre o crescente simboliza Nossa Senhora da Conceição Aparecida, sendo uma referência à devoção do Bispo e de sua família à Padroeira do Brasil e, sendo de argente (prata) traduz inocência, castidade, pureza e eloqüência, virtudes essenciais num sacerdote. No segundo, estão o formato da hóstia consagrada, uma referência límpida à eucaristia que é o fundamento capilar da espiritualidade do bispo e o castelo, referência à Cidade dos Guimarães em Portugal, local da origem da família do Bispo. A pala de goles (vermelho), por seu esmalte, simboliza o Fogo da Caridade inflamado no coração do Bispo pelo Divino Espírito Santo, valor e intrepidez; representa ainda a terça-feira – dia votivo dos Santos Anjos, os meses de Março (São José) e Outubro (Rosário), sendo que os que possuem esta cor em seu brasão são obrigados a socorrer os injustiçados e oprimidos. A cruz e o chapéu eclesiástico representam a dignidade episcopal. O ouro da cruz simboliza: nobreza, autoridade, premência, generosidade, ardor e descortino. O listel de prata tira seu lema do texto de Lucas 1,38. As letras, sendo de azul tem o significado escrito.


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