Solenidade de Corpus Christi – C
Posse, 19 de junho de 2025
Leituras: Gn 14, 18-20/Sl 109 (110)/ ICor 11, 23-26
Evangelho: Lc 9, 11b-17

A Eucaristia é Memorial da paixão do Senhor

Celebrar a Solenidade de Corpus Christi é ocasião para renovar a nossa fé no mistério da presença real de Cristo, em corpo, alma e divindade, nas espécies eucarísticas. A Eucaristia é Memorial da paixão do Senhor, Sinal de reconciliação e Vínculo de união fraterna, ela, a “Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa” (CCE, 13, 24).

Sendo assim, se alguém nos perguntar o que é a Santa Missa? Respondamos: A Santa Missa é o calvário, A Santa Missa é Cristo, a Santa Missa é nosso maior tesouro, a Santa Missa é Memorial da Paixão do Senhor.

Enquanto memorial da paixão do Senhor a Eucaristia perpetua no tempo e na história o mistério da nossa redenção e salvação. De modo que, cada vez que nos reunimos em comunidade para celebrar a Santa Missa, revivemos a experiência do calvário, à exemplo da Virgem Maria, João, Maria de Cléofas e Maria Madalena (cf. Jo 19, 25 -27). Daí que a celebração da Santa Missa não pode ser transformada num show, dominada por barulho, por animação, a Santa missa não é palco para a criatividade humana. A Santa Missa é o Calvário, diante dele devemos nos recolher no silêncio e na oração, meditando na gravidade dos nossos pecados, e no mistério do amor incondicional de Deus por nós.

A Eucaristia é Sinal de reconciliação, nela entramos em comunhão com o Senhor em corpo, alma e divindade. Sendo Sinal de reconciliação, nela toma parte aqueles que estão reconciliados com Deus e com os irmãos. Disto decorre que um fiel, estando em pecado mortal não possa aproximar-se da comunhão sacramental sem que antes tenha confessado os seus pecados, devidamente arrependido. Uma vez que não pode tomar parte na comunhão eucarística quem não está em comunhão como o Senhor também na vida.

Como Sinal de reconciliação a Eucaristia é na Igreja um divisor de águas, que nos lembra que não é possível estar reconciliado com Deus, quando se anda de mãos dados com o mundo, com o pecado. Aos que estão vivendo na graça da reconciliação com Deus e com os irmãos a Eucaristia fortalece para que possa perseverar nesta condição. Aos que estão na inimizade com Deus, devido ao pecado, a Eucaristia os recorda a urgência da reconciliação.

A Eucaristia é ainda Vínculo de união fraterna, Sinal de unidade, na mesma fé, no mesmo Cristo, no Mesmo amor. Disto resulta que a participação na Eucaristia nos compromete na busca da comunhão com Deus, na Igreja, com os irmãos, entre os povos. Assim, a Eucaristia tem consequências sociais imediatas.

Sendo a Eucaristia Sinal de unidade nela tomam parte aqueles que estão unidos pela mesma fé católica, pelo mesmo Cristo, pela mesma caridade. De modo que para comungar sacramentalmente o fiel precisa estar em plena comunhão com a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica; precisa estar plenamente incorporado a ela. Consequentemente, alguém que esteja inscrito na maçonaria, no espiritismo, nas comunidades heréticas, que frequentam cultos ocultos, não estão em comunhão plena com a Igreja, estando, por isso, impedidos da comunhão eucarística. Se alguém encontra-se nesta condição e comunga sacramentalmente está cometendo um ato gravíssimo de sacrilégio. Sob o qual pesa a exortação de São Paulo: “Por conseguinte, que cada um examine a si mesmo antes de comer desse pão e beber desse cálice, pois aquele que come e bebe sem discernir o Corpo come e bebe a própria condenação” (ICor 11, 28-29).

Sendo a Eucaristia “fonte e ápice de toda a vida cristã” ela exige de quem a recebe espírito de conversão, comunhão e incorporação plena à Igreja, sem mistura nem confusão, ela exige adesão incondicional a Nosso Senhor Jesus Cristo. Redamos, pois, graças a Deus, por nos ter dado tão grande tesouro. “Graças e louvores se deem a todo momento ao Santíssimo e Diviníssimo sacramento!”

Texto redigido por Pe. Hélio Cordeiro, pároco da Paróquia Sant’Ana em Posse (GO)


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