O Santo Cura D’Ars definiu o sacerdote como sendo “o amor do Coração de Jesus”. Não haveria melhor expressão para definir o Padre. Nosso Senhor, com seu Coração traspassado pela lança e afligido pelos tormentos da Cruz, amou os homens até o ponto de derramar sangue. E ainda hoje continua a derramar seu Sangue e entregar Seu Corpo pela salvação dos homens todos os dias, nos altares de nossas Igrejas, pelas mãos dos nossos Sacerdotes a cada vez que se renova o Sacrifício do Calvário na celebração da Eucaristia.

A Imitação de Cristo diz que “o sacerdote (…) ocupa o lugar de Cristo para rogar devota e humildemente a Deus por si e por todo o povo.” (Livro IV, cp. V). O Padre, que pelo Sacramento da Ordem age “In persona Christi” (na pessoa de Cristo), perpetua o amor do Coração de Jesus para a humanidade. Todas as vezes que celebra os Sacramentos, fazendo-nos filhos de Deus pelo Batismo, dando-nos o Pão do Céu na Eucaristia, perdoando nossos pecados na Confissão, unindo os casais na santa união do Matrimônio, perdoando e confortando os enfermos na Unção; faz as vezes de Cristo, que passou por esta terra anunciando o Reino de Deus e convidando-nos à conversão.

Quantas almas salvas! Quantos pecados perdoados! Quantas graças recebemos pelas mãos ungidas do Sacerdote! Não importa se ele é mais ou menos pecador, se é intelectual ou menos instruído: Cristo age nele!

Neste mês das vocações, façamos memória dos muitos padres que passaram por nossa vida, e rezemos por eles, para que sejam fieis àquele que os chamou, dando graças a Deus pelos inúmeros benefícios que recebemos e receberemos pelas mãos consagradas dos sacerdotes: mãos que perdoam, abençoam, consagram, ungem e salvam.

Sem. Ozias Xavier –  Cursa o 2° ano de Filosofia no Seminário Maior de Brasília