Quinta-feira da XIV Semana do Tempo Comum
Evangelho –Mateus 10,7-15

“Ide e proclamai que o Reino do Céu está perto”  (Mt 10,7)

Em tudo Deus busca salvar e libertar-nos. Envia seus discípulos, hoje, a nós, pelo mundo, para que por meio do Anúncio e vivência da Palavra possamos libertar o homem e mulher de toda realidade maligna. O mal, aqui compreendido, vai desde as realidades físicas, emocionais, sociais, até as realidades espirituais. A força da Palavra exorciza o mal presente em nós o no mundo. O Reino de Deus é o próprio Jesus vivo e ressuscitado. Acolher sua pessoa e proposta de vida é encher-se de seus dons, sua paz e tudo isso numa experiência de profunda gratuidade. Assim compreendemos o convite de Jesus: ‘De graça recebestes, de graça deveis dar!’ Uma comunidade que pauta sua vivencia pela gratuidade, rompendo a cultura do interesse egoísta, individualista e descartável dá forte testemunho da força da Palavra. Em nosso tempo, muito se fala da falta de tempo, do distanciamento entre as pessoas, mesmo na era da virtualidade onde estamos conectados uns com os outros, nota-se uma conexão sem proximidade real e afetiva. Jesus nos envia a ir ao encontro. Como é importante aquela visita fraterna ao doente, enlutado, aos amigos, familiares. Nestes encontros podemos viver a dinâmica da Palavra, rezar, confraternizar, levar acolhimento humano e divino, levar a Paz. Onde se deseja a paz, acontece a paz. Esta paz equivale ao reino de Deus, a Cristo, nossa paz. Anunciar a paz é anunciar a Cristo e tudo o que Ele significa para nós!

É oportuno e atual os apelos de Jesus aos discípulos: “Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro nos vossos cintos; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, porque o operário tem direito a seu sustento”  Mt 10,9-10. Desprender-se, pobreza evangélica, simplicidade de vida. A missão exige isso de nós. Um desprendimento da realidade material e afetiva. Ter o coração disponível para Deus e para o irmão. Desprender-se para acolher o que vem de Deus com confiança e liberdade interior. O operário terá direito ao seu sustento, porém, contenta-se com o necessário.

Jesus envia-nos como mensageiros da paz e da esperança em tempos desafiadores.  Pessoas que propagam esperança com o seu modo de acolher, de sorrir, de amar. Sobretudo de amar: porque a força da ressurreição torna os cristãos capazes de amar mesmo quando o amor parece ter perdido as suas razões. Prossigamos, pois, o Deus da Vida caminha conosco!

Vida que segue!

Pe. Pedro Nogueira da Silva Filho
Pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima
Água Fria de Goiás