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domingo, 9 agosto, 2020 - 05:36 AM

Solenidade da Ascensão do Senhor

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“Eis que eu estarei convosco, até o fim dom mundo” (Mt 28,20)

A ascensão do Senhor sela a sua existência terrena, ao mesmo tempo que confirma definitivamente o acesso da humanidade a Deus, por sua mediação. Em Jesus Cristo que sobe aos céus temos um acesso definitivo a Deus. Na sua ascensão podemos compreender que a imortalidade na glória dos céus é o futuro dos justos e humildes desta terra que esperam e confiam no Senhor. Nesta vida, não obstante a maldade dos nossos pecados, o Senhor permanece conosco.

Temos um mediador junto a Deus – Jesus Cristo – que sobe ao céu, no entanto, sem nos deixar desamparados. Para tal fundou a sua Igreja para cumprir e realizar no mundo, com sua autoridade, os sinais da sua presença. Assim, a Igreja existe em função de Jesus Cristo, para ser instrumento da íntima comunhão dos homens entre si e com Deus (cf. LG 1).

Através da sua Igreja, dos seus sacramentos, da sua palavra, o Senhor ressuscitado, prolonga a sua presença no mundo. Como Ele mesmo o prometeu: “Eis que eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20). Nesta vida Ele está conosco, na vida futura os justos e santos estarão com Ele.

Da parte do Senhor Ele garante a sua presença entre nós, da parte dos discípulos se requer a disponibilidade para acolher e realizar aquilo que Ele ordenou: “ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!” (Mt 28,19-20).

Por isso, ao cumprir sua missão no mundo, a Igreja não confia em suas próprias forças ou em algum poder humano, mas no seu Senhor que se faz presente. Com cada fiel também não pode ser diferente, sua confiança está no Senhor. Somos discípulos seus pela graça do batismo, fomos gerados no seio da mãe Igreja, na pia batismal. Que ninguém despreze esta mãe que o gerou para Deus. Nenhum filho sensato despreza a sua mãe, mesmo que ela já seja idosa, cheia de rugas, já esteja cansada. Que nenhum batizado despreze sua mãe – a Igreja – aquela que nos gerou para Deus.

A Igreja nos gera para Deus através do batismo e nutre a vida de Deus em nós com seus sacramentos e com o ensino da Palavra de Deus. Não fiada na sua autoridade, mas na autoridade de Jesus Cristo que fundou-a, para ser no mundo luz para os homens, sinal de esperança, instrumento de comunhão e salvação.

A Igreja encontra-se peregrina neste mundo, “em meio às perseguições do mundo e às consolações de Deus”, como dizia Santo Agostinho. Pois sua força vem do Senhor que está nos céus, mas que, sacramentalmente, permanece entre nós. Porque Jesus Cristo, sentado à direita do Pai nos céus é o Senhor da Igreja, é o Senhor de cada um dos seus discípulos. Aqueles que tem Jesus Cristo como Senhor não se deixa escravizar por nenhuma ilusão passageira deste mundo.

Cristo é Senhor, e onde Ele reina o mal não pode prevalecer. Quem é servo, discípulo de Jesus Cristo, não se permite ser escravizado por ambições mesquinhas, pela corrupção do mundo, pelo medo, pelo desespero, pela indiferença. Porque, pela fé, sabe que o Senhor está conosco, está com a sua Igreja. Se nem a morte pôde deter o Senhor, que mal poderá detê-lo?

Pe. Hélio Cordeiro dos Santos
Formador do seminário maior N. S. de Fátima
Brasília – DF


Leituras: At 1,1-11 / Sl 46 (47) / Ef 1,17-23
Evangelho: Mt 28,16-20

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Criada em 16 de outubro de 1979, é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, sufragânea da Arquidiocese de Brasília. Pertence à província eclesiástica de Brasília e ao Regional Centro-Oeste da CNBB.

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