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quarta-feira, 3 junho, 2020 - 16:49 PM

“Só quem ama de verdade é capaz de chegar ao perdão”, afirma o Papa.

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Ao abrir a Porta Santa da Santa Maria Maior, o Papa destaca a força do perdão / ArqrioO Santo Padre deixou o Vaticano na tarde de sexta-feira, 1° de janeiro, para se dirigir à Basílica de Santa Maria Maior, no centro de Roma. Lá, o Papa presidiu à celebração da Santa Missa no início da qual abriu a Porta Santa do primeiro templo dedicado a Nossa Senhora no Ocidente, no âmbito do Jubileu da Misericórdia. 

Francisco iniciou a sua homilia com a saudação: “Salve Maria, Mãe de Misericórdia”. Trata-se de um hino antigo, de autor desconhecido, que chegou até nós como uma oração, que brota, espontaneamente, do coração dos fiéis: “Salve Mãe de misericórdia, Mãe de Deus e Mãe do perdão, Mãe da esperança e Mãe da graça, Mãe cheia de santa alegria”.

Nestas poucas palavras, – disse o Papa – está sintetizada a fé de gerações de pessoas, que, mantendo os olhos fixos no ícone da Virgem, pedem a sua intercessão e consolação:

Mãe da misericórdia

“É mais do que apropriado que, neste dia, invocamos a Virgem Maria, antes de tudo como a Mãe da misericórdia. A Porta Santa que acabamos de abrir é, realmente, uma Porta da Misericórdia. Todas as pessoas que cruzarem este limiar são chamadas a deixar-se mergulhar no amor misericordioso do Pai, com plena confiança e sem qualquer temor, na certeza de sair daqui na companhia de Maria, a Mãe da misericórdia”.

O Filho de Deus, – continuou o Papa – que se encarnou para a nossa salvação, deu-nos a sua Mãe, que se fez peregrina conosco, sem jamais nos deixar sozinhos no caminho da nossa vida, especialmente nos momentos de incerteza e sofrimento. Maria é Mãe que perdoa e, por isso, é a Mãe do perdão:

“Esta palavra ‘perdão’, tão incompreendida pela mentalidade mundana, indica precisamente o fruto próprio e original da fé cristã. Quem não sabe perdoar  não conheceu ainda a plenitude do amor. Só quem ama de verdade é capaz de chegar ao perdão e esquecer a ofensa recebida. Aos pés da cruz, Maria tornou-se a Mãe do perdão e o ícone do perdão para a Igreja. O Espírito Santo tornou os Apóstolos instrumentos eficazes de perdão”.

Santa alegria

A seguir, o Papa retomou o hino mariano antigo, que diz ainda: “Mãe da esperança! Mãe da graça! Mãe da santa alegria!”. A esperança, a graça e a santa alegria são irmãs – afirmou – são dons de Cristo. A graça abre o coração, para olhar o futuro com a alegria de quem espera.

Por outro lado, a força do perdão – frisou o Pontífice – é o verdadeiro antídoto para a tristeza, provocada pelo rancor e pela vingança. O perdão abre à alegria e à serenidade, porque liberta a alma dos pensamentos de morte, enquanto o rancor e a vingança se insinuam na mente e dilacerarem o coração, tirando-lhe o descanso e a paz. Coisas ruins são o rancor e a vingança. O Santo Padre concluiu sua homilia com a exortação:

Porta Santa

“Atravessemos a Porta Santa da Misericórdia na certeza da companhia da Virgem Mãe, a Santa Mãe de Deus, que intercede por nós. Deixemo-nos acompanhar por Ela para redescobrir a beleza do encontro com o seu Filho Jesus. Abramos o nosso coração à alegria do perdão, conscientes da esperança segura, que faz da nossa existência humana um instrumento humilde do amor de Deus”.

Por fim, o Papa convidou os presentes a aclamar Nossa Senhora, com amor filial, com o título de “Santa Mãe de Deus!”

Após a bênção final, o Santo Padre dirigiu-se à capela lateral  para venerar o ícone de Maria Salus Populi Romani, que lhe é tão cara. Francisco abriu as o portão de ferro da capela com o mesmo gesto com que se abre uma Porta Santa, para então deter-se em oração silenciosa. Então, depositou um buquê de flores no altar, rezou silenciosamente e  incensou o ícone mariano.

Ao deixar a capela em procissão, o Papa dirigiu-se ao adro da Basílica e, de improviso, falou aos fieis presentes:

“Boa noite! E esta é uma boa noite, diante da casa de Maria, nossa Mãe, a Mãe de Deus. Ela nos trouxe a misericórdia de Deus, que é Jesus. Agradeçamos a nossa Mãe; agradeçamos a Mãe de Deus. E todos juntos, uma vez, digamos como os antigos fieis da cidade de Éfeso: “Santa Mãe de Deus!”. Três vezes, todos juntos: “Santa Mãe de Deus! Santa Mãe de Deus! Santa Mãe de Deus!”. Desejos a vocês um bom ano, pleno da misericórdia de Deus, que perdoa tudo. Tudo…! Abram o vosso coração a esta misericórdia, escancarem o vosso coração, para que exista a alegria, a alegria do perdão de Deus. Boa noite e rezem por mim. E Bom Ano!”.

Fonte: Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Criada em 16 de outubro de 1979, é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, sufragânea da Arquidiocese de Brasília. Pertence à província eclesiástica de Brasília e ao Regional Centro-Oeste da CNBB.

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