Sexta-feira da XIV Semana do Tempo Comum
Evangelho – Mateus 10,16-23

Desacreditada Harmonia Familiar

Há muita discórdia no coração humano. Como poder pensar que um pai pode se revoltar contra seu filho; o filho se revolta a despeito do seu próprio sangue! Não acontece tão somente na passagem da Sagrada Escritura. Infelizmente a maldade saltou das letras e foi parar no interior do homem, chegando até mesmo ao seio familiar. Isso teria uma causa? Muitas, posso dizer!

Jesus deixou uma pista a partir de si mesmo quando nos patenteou: “Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo” (cf. Mt 10,16-23).

A pergunta é: quem ficará ao final para ver tudo isso? Que bom se o final já pudesse ser o início! Veríamos a glória manifestando entre nós. Ao contrário, até mesmo Jesus sofreu com as discordâncias de seus amigos: “Todos os conhecidos de Jesus ficaram à distância” (Lc 23,49).

Diante de tantas adversidades pode objetar: “Repreendei-me, Senhor, mas sem ira; corrigi-me, mas não com furor! Vossas flechas em mim penetraram; vossa mão se abateu sobre mim. Nada resta de são no meu corpo, pois com muito rigor me tratastes!” (Sl 37,2-4).

Nada, contudo, pode ser mais forte que nosso querer em vivermos bem entre os irmãos para podermos viver bem com o próprio Deus e, assim, suportar as discórdias que a vida pode nos presentear: “Aqueles, porém, que se tornaram cabeças de sedição e discórdia, devem meditar sobre a comum esperança. Quem vive no temor de Deus e na caridade, prefere o próprio sofrimento ao do próximo, prefere suportar injúrias a desacreditar a harmonia, que bela e justamente nos vem da tradição. É de fato melhor confessar o seu pecado do que endurecer o coração” (Da Carta aos Coríntios, de São Clemente I, papa – Séc. I).

Pe. Joacir S. d’Abadia
Pároco da Paróquia São José e Adm. da Paróquia Santa Luzia
Formosa-GO


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