Posse, 28 de junho de 2026
Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo – A
Leituras: At 12, 1 -11/Sl 33 (34)/IITm 4, 6-8-17.18
Evangelho: Mt 16, 13 -19

“Por isso eu te digo que tu és Pedro…” (Mt 16, 18)

Celebrar a Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo é lembrar que o que sustenta e mantém a Igreja de Cristo de pé, em comunhão e missão é a fidelidade do seu Senhor, uma fidelidade no amor. Por outro lado, o que nos mantém na comunhão eclesial é a fé obediente, constantemente confirmada por Pedro e seus sucessores. Eis aí a missão primordial do ministério petrino na Igreja, confirmar a fé dos irmãos e ser sinal visível da unidade e da comunhão na Igreja.

No contexto atual, marcado por divisões e tiranias ideológicas, reconhecer a origem divina do ministério petrino é mais do que urgente. Dado que, há um intenso ressurgir de divisões, cismas, desobediências, desorientação doutrinal e tantas outras situações que ferem gravemente o Corpo de Cristo – a Igreja. Em parte, a origem destes redemoinhos se origina do fato de muitos hoje considerarem que só existiu a verdadeira Igreja de Cristo até antes do Vaticano II, enquanto outros pensam que só existe Igreja depois do Vaticano II.

A radicalização destas duas posturas tem conduzido a muitos a uma desobediência silenciosa contra o Papa. Os primeiros na forma do cisma, do sedevacantismo ou do tradicionalismo, vivendo na prática numa ‘igreja sem papa’; os outros na forma de um progressismo agressivo, cínico, perverso, numa espécie de novo protestantismo disfarçado de sinodalidade, que também, de outro modo, não leva em consideração o ministério petrino. Diante de tudo isso, muitos fiéis põem a se perguntar: ‘Aonde iremos?’ Precisamos nos manter fiéis a Pedro, a quem Cristo confiou a missão de apascentar as suas ovelhas (cf. Jo 15 – 17). Porque Pedro foi o primeiro a nos dizer quem é Cristo: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16, 16).

Diante desta maldita polarização resta-nos sempre a obediência, a comunhão a docilidade para com Pedro e seus sucessores, a quem Jesus fez a promessa: “Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e o poder do inferno nunca poderá vencê-la” (Mt 16, 18). Qualquer proposta de igreja que venha a excluir a comunhão com o Papa, sucessor de São Pedro, está fora do querer do Senhor. Seria como querer guiar um barco em alto mar sem ter quem o comande, quem segure firme no seu leme para lhe indicar o caminho.

Ao Santo Padre, o Papa, Vigário de Cristo, à medida que tem a responsabilidade de confirmar todos os fiéis na fé em Cristo, cabe o nosso amor, veneração, respeito e obediência; certos de que ninguém pode tirar de Pedro e seus sucessores aquilo que Cristo mesmo lhes confiou – O pastoreio sobre toda a Igreja Universal. Mesmo que o inferno se levante contra a Igreja, contra o Papa, contra os seus pastores, não prevalecerão!

Pode ocorrer de não termos simpatia à pessoa do papa, de que não concordemos com seus gostos e pontos de vistas pessoais. Contudo, nada nos dá o direito de prescindir da comunhão, da obediência na fé, do respeito, do amor, da oração pelo Santo Padre. Portanto, não podemos nos esquecer que “A Igreja Católica é a reunião de todos os cristãos que professam a mesma fé, participam dos mesmos Sacramentos e vivem submetidos aos legítimos pastores, regidos pelo Pontífice Romano que é o Papa”. Assim, como Igreja reunida rezemos hoje pelo Santo Padre, o Papa Leão, para que o Senhor o abençoe, o guarde e o livre de todo mal. São Pedro e São Paulo! Rogai por nós!


Homilia redigida pelo Pe. Hélio Cordeiro, Pároco da Paróquia Sant’Ana em Posse (GO)