Posse, 01 de novembro de 2026
Solenidade de todos os Santos – A
Leituras: At 7, 2-4.9-14/ Sl 23 (24)/ IJo 3, 1-3
Evangelho: Mt 5, 1-12 a.
“…quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele…” (IJo 3, 2)
Celebrar a Solenidade de todos os Santos é festar a Igreja que está no céu participando da glória de Deus, testemunhando que a fidelidade a Nosso Senhor, custe o que custar, nos garante uma “recompensa nos céus” (Mt 5, 12). Enquanto somos igreja peregrina contamos com o auxílio, a comunhão, a intercessão e o exemplo da Igreja triunfante, afim de que não sejamos iludidos pelas pompas do mundo ou envolvidos pelas trevas e assim possamos, também nós, chegar à glória dos céus.
Na Igreja todos, independente da vocação que Deus nos deu, somos chamados à santidade. Logo, não podemos nos contentar com uma vida cristã medíocre, superficial, ocasional, regulada pela lei do mínimo. Antes somos chamados a caminhar decididamente para a santidade. Para tal contamos com a graça de Deus nos sacramentos, com a intercessão dos santos e com o seu exemplo.
Desejar ser santo passa por querermos ser semelhantes a Cristo já agora, deixando-O moldar nosso pensar, agir e falar, enfrentando com coragem as tribulações, sendo inconformados com o pecado, desapegados dos presentes do mundo, porque almejamos a recompensa dos céus.
Os santos são os campeões da fé, unidos a Cristo, venceram o mundo, venceram a si mesmos, venceram as tentações e seduções, padeceram perseguição, passaram fome, foram incompreendidos, tiveram aflições, conservaram a pureza de coração. Mas nada os deteve de seguir ao Senhor, de testemunhar o seu nome. Pois carregavam consigo a firme convicção de que nenhum presente, nenhuma lisonja do mundo se equipara à recompensa do Céus – ser semelhante a Nosso Senhor em sua glória.
Nenhuma glória do mundo se compara com a glória de Cristo e dos seus santos nos céus. A glória do mundo é ilusória, é passageira, é momentânea. A glória de Cristo é eterna, ela vale a vida, por ela podemos vencer toda e qualquer tribulação.
Os santos são bem-aventurados, porque nenhuma riqueza mundana os fez abrir mão dos tesouros do céu; nenhuma aflição foi capaz de lhes roubar a confiança em Deus; nenhuma violência foi capaz de lhes fazer cair na tentação de enfrentar o mal com o mal; nenhum ídolo foi capaz de desviar sua fidelidade a Deus; nenhuma ilusão carnal lhes roubou a centralidade de Deus em seus corações; nenhuma perseguição os fez desistir de serem santos.
O Senhor nos deu a sua Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica, para nos ajudar a alcançar a santidade. Consequentemente, não estamos na Igreja para fazer nossa vontade, na busca de um entretenimento religioso. Estamos na Igreja para ser santos. Quantos que se enganam, devido a uma fé infantil, achando que a Igreja é quem precisa de nós, quando somos nós quem precisamos da Igreja para sermos santos. Outros que pensam que estamos na Igreja para mudar a Igreja, é contrário, estamos na Igreja para sermos transformados pela graça de Deus, nós é que temos que mudar de vida.
A santidade da Igreja é reflexo da santidade de Cristo, da qual somos chamados a participar. Toda a santidade vem de Deus, pois somente Deus é santo. Mas Ele quer que sejamos partícipes da sua santidade: “Sede santos, poque eu, Iahweh vosso Deus, sou santo” (Lv 19, 2). O Senhor derramou o seu sangue na cruz para nos salvar, nos santificar, para que assim pudéssemos ser semelhantes a Ele na glória dos céus. Que esta celebração de hoje nos amime ser mais santos, para que tenhamos famílias santas, crianças, jovens e adultos santos.
Homilia redigida pelo Pe. Hélio Cordeiro, Pároco da Paróquia Sant’Ana em Posse (GO)




