DIOCESE DE FORMOSA

VIA SACRA 2020

Caminho da cruz, caminho de santidade


APRESENTAÇÃO

O exercício piedoso da Via Sacra do Senhor faz parte da rica tradição de nosso povo, praticado sobremaneira por ocasião da Quaresma e Semana Santa. Percorrer as estações da Via Sacra com espírito de fé e piedade nos preenche de consolo e esperança, enaltece nossa fé e nos predispõe à caridade.

Sim, ele morreu por todos, a fim de que os que vivem já não vivam para si, mas para aquele que por eles morreu e ressurgiu (2 Cor 5,15). Com o intuito de promover maior intimidade dos fiéis com o Mistério da Paixão do Senhor, a Comissão Diocesana de Liturgia, coordenada pelo Pe. Ozias Xavier, a quem agradecemos, elaborou este roteiro da Via Sacra de forma simples e sucinta para ser largamente usada nas paróquias no período quaresmal.

Cada sacerdote ou animador desta piedosa prática ficará à vontade para incrementar com elementos de criatividade o presente texto. A forma simples e resumida ajuda a realizar a caminhada com menos tempo, para melhor conjugar com as celebrações eucarísticas, bem como não alongar muito e cansar as pessoas, sobretudo os idosos e doentes.

Bom trabalho a todos e uma santa e frutuosa preparação à Páscoa do Senhor. Grato aos diáconos, sacerdotes, religiosas e lideranças que usarão este material como fonte de espiritualidade e evangelização. Quanta beleza realizar a Via Sacra luminosa pelas ruas e bairros de nossas cidades, distritos e zona rural. Contemplemos as dores da Paixão do Senhor e as lágrimas da Santíssima Virgem, a Senhora das Dores.

Dom Adair José Guimarães
Bispo Diocesano


ORAÇÃO INICIAL

Dirigente: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Todos: Amém.

Dirigente: Senhor Jesus Cristo, fonte e motivo de nossa santidade, queremos acompanhar-vos neste caminho de sofrimento e redenção, para que sejamos transformados em verdadeiros cristãos. Pelas vossas dores e angústias, abrimos nossos corações para que a Vossa Palavra habite em nós e frutifique em virtudes. Ajudai-nos, Senhor, a convosco subir o monte Calvário, para que possamos convosco Ressuscitar!

Todos: Cristo, nosso Rei e Salvador! Jesus, servo sofredor! Tem piedade de nós e ouve nossa oração!

I ESTAÇÃO – JESUS É CONDENADO À MORTE

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e entregou-o para ser crucificado” (Mc 15, 15).

Dirigente: Disse Santo Agostinho que “aqueles que pretendem encontrar algo fora de si, facilmente encontram o vazio”. A satisfação plena dos seus desejos é uma das grandes vontades do homem. A experiência nos mostra que a busca desenfreada pelo ser, pelo poder e pelo prazer, não são capazes de preencher o vazio que cada um carrega dentro de si, pois este vazio é do tamanho de Deus. Só Ele, com sua força e sua graça, é capaz de nos satisfazer plenamente.

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; ajuda-nos a encontrar a perfeita alegria em Vós!

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: Ao morrer crucificado, teu Jesus é condenado por teus crimes, pecador, por teus crimes, pecador. Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

II ESTAÇÃO – JESUS TOMA A CRUZ AOS OMBROS

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (Mc 8, 34-35).

Dirigente: Jesus inicia o caminho do Calvário. Se todo caminho exige renúncia, toda cruz tem sua recompensa. Trilhar a via de santidade significa assemelhar-se ao Mestre, imitá-lo e segui-lo de corpo e alma. “Nesta vida, ninguém vive sem cruz” (Santa Catarina de Sena). Não poderíamos querer seguir o Senhor sem a disposição de tomar nossa cruz. Na cruz, o sofrimento tem sentido, a dor torna-se instrumento de salvação e a alegria é semeada, dando frutos de Ressurreição.

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; ensina-nos a aceitar nossa cruz!

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: Com a cruz é carregado, e do peso acabrunhado, vai morrer por teu amor, vai morrer por teu amor! Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

III ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo e vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas, pois meu jugo é suave e meu fardo é leve” (Mt 11, 28-30).

Dirigente: “Feliz aquele que vive inteiramente unido e abandonado à vontade de Deus. não fica orgulhoso com seus sucessos, nem fica desanimado com os fracassos, pois sabe que tudo vem da mesma mão de Deus” (Santo Afonso de Ligório). O caminho da santidade não é livre de quedas. Um dia perguntaram a um monge o que ele e seus irmãos faziam no mosteiro. Ele respondeu: ‘Aqui  caímos e nos levantamos todos os dias. Até que um dia, o Senhor voltará e nos erguerá de uma vez por todas!’. Todo dia é uma oportunidade de recomeço. Não desistamos de caminhar! Quando caírmos, façamos o esforço de nos levantarmos. Se não conseguirmos sós, o Senhor nos ajudará!

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; ajuda-nos a não desanimarmos em nossas quedas.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: Pela cruz, tão oprimido, cai Jesus, desfalecido, pela tua salvação! Pela tua salvação! Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

IV ESTAÇÃO: JESUS ENCONTRA SUA MÃE

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma” (Lc 2, 35).

Dirigente: “A imensa caridade de Maria pela humanidade faz com que também nela se cumpra a afirmação de Cristo: Ninguém tem maior amor que aquele que dá a vida pelos seus amigos” (São Josemaría Escrivá). Por ser a mãe de todos os viventes, Maria, a nova Eva, encontra a face sofredora de Cristo no rosto de todos os pecadores que sofrem por sua condição, e deles se compadece. A Rainha de Misericórdia chora conosco os nossos pecados e nos acompanha em nosso calvário pessoal diário, fazendo com que não desanimemos no caminho da santidade.

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; pela Mãe das Dores, ensina-nos a dar a vida pelos outros.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: De Maria lacrimosa, no encontro, lastimosa, vê a imensa compaixão, vê a imensa compaixão. Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

V ESTAÇÃO: JESUS É AJUDADO POR SIMÃO CIRENEU

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Ele é o Único, e não existe outro além dele, e amá-lo de todo o coração, com toda a inteligência e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo, supera todos os holocaustos e sacrifícios” (Mc 12, 32-33).

Dirigente: “Se eu pudesse voar, gostaria de falar alto, gostaria de gritar a todos, com quanta voz tivesse na garganta: amem a Jesus, que é digno de amor” (São Padre Pio). Amar é comprometer-se com o outro, e não existe amor a Cristo sem comprometimento com Ele. O nosso empenho nas coisas de Deus deve ser reflexo da nossa doação. Não existe amor sem sacrifício. O cireneu nos ensina que a cruz pode ser compartilhada e, por isso, tornar-se mais leve, tal como o fardo suave de Jesus (cf. Mt 11, 30).

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; ensina-nos a nos compadecermos dos sofrimentos dos outros.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: Em extremo desmaiado, um auxílio, tão cansado, recebeu do cireneu, recebeu do cireneu. Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

VI ESTAÇÃO: VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Meu coração me lembra teu apelo: ‘Buscai a minha face!’ Sim, a tua face, Senhor eu busco” (Sl 27, 8).

Dirigente: o véu de Verônica, impresso com o rosto de Cristo sofredor, mostra-nos a face daquele que olha para a humanidade com olhar de misericórdia. Nenhuma palavra de condenação aos que lhe faziam mal, nenhum olhar de desprezo: somente amor estampado naquele adorável rosto. “A santidade não consiste nesta ou naquela prática, é mais uma disposição do coração que nos faz humildes e pequenos nos braços de Deus, conscientes de nossas fragilidades, e confiantes, até a ousadia, em sua bondade de Pai” (Santa Teresinha do Menino Jesus). A humildade, a pequenez e a confiança são os distintivos do rosto misericordioso de Deus revelado em Cristo, são a marca registrada do cristão!

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; imprime em nós o rosto de Jesus Cristo.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: O seu rosto ensanguentado, por Verônica enxugado, eis: no pano apareceu! Eis: no pano apareceu! Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

VII ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, a salvará” (Mc 8, 35).

Dirigente: O caminho do seguidor do Evangelho, por vezes parece difícil, sobretudo em um mundo que vai à contramão da estrada da Verdade. No entanto, “quem ama não conhece nada que seja difícil” (Santo Antônio de Pádua)! O amor torna leve o peso da cruz e faz com que nossas quedas – mesmo as repetidas – não nos tirem a força nem o ânimo de continuar caminhando. As dificuldades da vida e também as da Igreja são oportunidades singulares para o testemunho do nosso amor a Deus e a seu Corpo Místico. Como comunidades cristãs, somos convidados a não condenarmos os nossos irmãos em suas quedas e tropeços, mas a olhá-los com misericórdia.

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; dai-nos o vosso olhar de misericórdia.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: Outra vez desfalecido, pelas dores abatido, cai por terra o Salvador! Cai por terra o Salvador! Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

VIII ESTAÇÃO: JESUS CONSOLA AS PIEDOSAS MULHERES

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “(…) Porque o Senhor me ungiu (…) para consolar todos os que estão tristes, para levar aos que choram em Sião uma coroa em vez de cinzas, alegria em vez de luto, manto de louvor em vez de espírito abatido” (Is 1b. 2b-3).

Dirigente: Cristo consola as mulheres que acompanham seu sofrimento no caminho ao Calvário, afirmando que deviam chorar não por Ele, mas por elas mesmas e por seus filhos (cf. Lc 23, 28). Disse São Bernardo que “ninguém pode ser perfeito sem ser diferente”, ou seja: ninguém pode ser santo sem um profundo desejo de mudança. A difícil e lacrimosa renúncia aos prazeres e confortos pessoais, às facilidades e vaidades mundanas é um ato difícil, mas extremamente necessário. Chorar os próprios pecados e arrepender-se deles são passos consistentes para o caminhar rumo à santidade.

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; fazei-nos santos como Vós sois Santo.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: Das mulheres piedosas, de Sião, filhas chorosas, é Jesus consolador! É Jesus consolador! Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus

IX ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: ‘O servo não é maior que seu senhor’” (Jo 15, 20).

Dirigente: Seguir as pegadas do mestre é trilhar o mesmo caminho que Ele. Não podemos querer para nós o que Cristo não sofreu, mas devemos nos preparar sempre para abraçar as cruzes que Deus permitir que tenhamos, pois “quem abraça as cruzes que Deus lhes manda não as sente” (Santa Teresa D´Ávila). O sofrimento vivido na esperança e na humildade traz frutos de salvação se não damos lugar ao desespero e ao desânimo.

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; dai-nos carregar nossa cruz com humildade.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: Cai terceira vez prostrado, pelo peso, acabrunhado, dos pecados e da cruz! Dos pecados e da cruz! Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

X ESTAÇÃO: JESUS É DESPOJADO DE SUAS VESTES

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Estes são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram suas vestes no sangue do cordeiro” (Ap 7, 14).

Dirigente: Jesus se despoja de sua veste banhada de sangue para que vistamos a túnica limpa e alvejada da santidade. “Onde há combate há prêmio”, disse Santo Ambrósio. O prêmio da vida eterna é dado aos que se santificaram em meio às tribulações e desafios que a vida e o mundo nos propõem. Devemos aproveitar todas as oportunidades que temos para a nossa santificação.  Não há ocasião que não seja propícia para estarmos perto de Deus.

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; dá-nos fortaleza no combate.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: Dos vestidos despojado, por algozes maltratado, eu vos vejo, meu Jesus! Eu vos vejo, meu Jesus! Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

XI ESTAÇÃO: JESUS É CRUCIFICADO

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Com Cristo, eu fui pregado na cruz. Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim. Esta minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus, que me amou e por mim se entregou” (Gl 2, 19b-20).

Dirigente: “Na Paixão de Cristo não há engano. Quem se aconselha com o Crucificado jamais erra” (São Paulo da Cruz). Os pregos cravados nas mãos e nos pés de Nosso Senhor são também nossos. Se com Cristo nos deixamos crucificar, com Ele ressuscitaremos! Na cruz está colocado o Senhor de todas as coisas. Dali jorrará a salvação do mundo. A cruz abraçada se transforma em alegria, o sofrimento se converte em tranquilidade quando vivemos pela Fé.

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; ajuda-nos a morrer contigo, para contigo ressuscitar!

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: Sois por mim na cruz pregado, insultado, blasfemado com cegueira e com furor! Com cegueira e com furor! Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

XII ESTAÇÃO: JESUS MORRE NA CRUZ

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Então Jesus deu um forte grito e expirou. E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo” (Mc 15, 37-38).

Dirigente: “Ó admirável poder da cruz! Ó inefável glória da Paixão! Nela se encontra o tribunal do Senhor, o julgamento do mundo, o poder do Crucificado” (São Leão Magno). O véu do santuário se rasgou para que todos nós tenhamos livre acesso ao Santo dos Santos. O caminho do Céu está aberto! Já não há nenhum impedimento para que participemos da alegria na eternidade! Na morte de Cristo, encontramos nossa vida. Fomos resgatados por seu sangue, e por isso, dignos da santidade!

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; fazei-nos experimentar o poder de Tua Cruz!

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: Meu Jesus, por mim morrestes, por meus crimes padecestes, oh, que grande é minha dor! Oh, que grande é minha dor! Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

XIII ESTAÇÃO: JESUS É DESCIDO DA CRUZ E ENTREGUE À SUA MÃE

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Então Maria disse: ‘Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra’” (Lc 1, 38).

Dirigente: O “faça-se” de Maria não encontrou exceções. Ela abriu-se à vontade e à obra de Deus a ponto de ter morto em seus braços o Filho de Deus e também seu filho. “Mil graças a Maria! Este Jesus que possuo é, com efeito, seu fruto, e sem ela eu jamais o teria” (São Luis Maria). A Santíssima Virgem que mostrou o pequeno Menino para que os magos adorassem, agora o apresenta chagado e morto à humanidade que o crucificou. Por ela veio o Senhor da Vida; por ela, alcançamos a salvação.

Todos:  Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; ensina-nos a imitar as virtudes de Maria!

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: Do madeiro, vos tiraram e à mãe vos entregaram com que dor e compaixão! Com que dor e compaixão! Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

XIV ESTAÇÃO: JESUS É SEPULTADO

 

V. Nós vos adoramos, Senhor Jesus, e vos bendizemos.
R. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Leitor: “Eu sou a rressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá” (Jo 11, 25-26)

Dirigente: O corpo de Cristo sepultado no sepulcro é o sinal da Vida que brota vencendo a morte. “O mistério da Cruz e da Ressurreição garante-nos que o ódio, a violência, o sangue e a morte não têm a última palavra nas vicissitudes humanas. A vitória definitiva é de Cristo e nós devemos voltar a partir d’Ele, se queremos construir para todos um futuro de paz autêntica, de justiça e de solidariedade” (São João Paulo II). No caminho da santidade, que é o caminho de todo cristão, está a cruz e o sepulcro, mas, sobretudo, a vida e a ressurreição! Que não percamos de vista esta verdade, para que tenhamos forças para abraçar esta altíssima vocação.

Todos: Senhor, Deus misericordioso e fonte da santidade; caminha conosco para que sejamos santos!

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

Canto: Meu Jesus, por vossos passos, recebei em vossos braços a mim, pobre pecador! A mim, pobre pecador! Pela Virgem Dolorosa, vossa Mãe, tão piedosa, perdoai-me, meu Jesus, perdoai-me, meu Jesus!

ORAÇÃO FINAL

Todos: Ó boa cruz, que do corpo de Jesus recebeste a formosura, tanto tempo desejada, tão ardentemente amada, sem descanso, procurada! Para a minha alma ansiosa estás por fim preparada! Retira-me deste mundo e devolve-me ao Mestre de quem sou! Por ti me receba Aquele que por ti me resgatou. Amém

CANTOS

       1. Bendita e louvada seja

Bendita e louvada seja no céu a divina luz!
E nós também, cá na terra, louvemos a Santa Cruz!

1. Os céus cantam a vitória de nosso Senhor Jesus.
Cantemos também na terra louvores à Santa Cruz.
2. Sustenta gloriosamente nos braços o bom Jesus,
sinal de esperança e vida o lenho da Santa Cruz.
3. Humildes e confiantes levemos a nossa cruz;
Seguindo o sublime exemplo de Nosso Senhor Jesus.
4. É arma em qualquer perigo, é raio de eterna luz;
Bandeira vitoriosa o Santo Sinal da Cruz.
5. Ao povo aqui reunido, daí graças, perdão e luz;
Salvai-nos, ó Deus clemente em nome da Santa Cruz.

       2. Pecador, agora é tempo

Pecador, agora é tempo de pesar e de temor:
Serve a Deus, despreza o mundo, já não seja pecador! (2x)
Neste tempo sacrossanto o pecado faz horror:
Contemplando a cruz de Cristo, já não seja pecador! (2x)
Vais pecando, vais pecando, vais de horror em mais horror
Filho acorda dessa morte, já não seja pecador. (2x)
Passam meses, passam anos, sem que busques teu Senhor.
Como um dia para o outro, assim morre o pecador! (2x)
Pecador arrependido, pobrezinho pecador,
Vem, abraça-me contrito, com teu Pai, teu criador! (2x)
Compaixão, misericórdia vos pedimos, redentor:
Pela virgem, mãe das dores, perdoai-nos, Deus de amor! (2x)

       3. Vitória, tu reinarás

Vitória! Tu reinarás! Ó Cruz! Tu nos salvarás!
1. Brilhando sobre o mundo, que vive sem tua luz,
tu és um sol fecundo, de amor e de paz, ó Cruz!
2. Aumenta a confiança do pobre e do pecador,
confirma nossa esperança na marcha para o Senhor.
3. À sombra dos teus braços a Igreja viverá.
Por ti no eterno abraço o Pai nos acolherá.

       4. Prova de amor maior não há

Prova de amor maior não há / que doar a vida pelo irmão. (bis)  

1. Eis que Eu vos dou o Meu novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado”.
2. Vós sereis os Meus amigos se seguirdes Meus preceitos: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado”.
3. Como o Pai sempre Me ama, assim também Eu vos amei: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado”.
4. Permanecei em Meu amor e segui Meu mandamento: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado”.
5. E chegando a Minha Páscoa, vos amei até o fim: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado”.
6. Nisto todos saberão que vós sois os Meus discípulos: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos tenho amado”.


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