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sábado, 6 junho, 2020 - 08:31 AM

VI Domingo da Páscoa

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“Era grande a alegria naquela cidade” (At 8,8)

Não dá para deixar passar despercebida esta encorajadora frase presente na primeira leitura: “Era grande a alegria naquela cidade” (At 8,8) – a Samaria. Terra dos pagãos, à princípio relegada, por não ser considerada destinatária primeira da Boa Nova. Qual razão da sua grande alegria? “Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo” (At 8,5).

O anúncio de Jesus Cristo foi a causa da grande alegria da Samaria. Não uma alegria qualquer, mas uma “grande alegria”. De fato, Jesus Cristo é a fonte da alegria do mundo, da alegria dos homens. Mas quantos O desconhecem, O desprezam, O rejeitam. Levados pela tentação de procurar alegria aonde não podem encontrar. Por isso, a Igreja e os discípulos de Jesus Cristo não podem medir esforços para dar a conhecer ao mundo esta alegria.

Não é que quem encontrou Jesus Cristo e O acolheu em sua vida não tenha momentos de tristeza, dificuldades, medos. Mas tem sempre consigo a consolação de uma presença. O cristão não é um ser solitário, sem esperança. O Espírito Santo do Senhor habita em nós, como Ele mesmo nos prometeu: “Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós” (Jo 14,17).

Não somos órfãos, assim nos promete Jesus: “Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós” (Jo 14, 18). A alma do cristão não está deserta, acolhamos a alegria que vem do Senhor. É certo que, nestes dias, temos muitas razões para nos entristecer, para ter medo, para se angustiar. Temos muitas tentações que querem nos dispersar. Mas temos uma única razão para nos encher de alegria – Jesus Cristo -, Ele vive, reina e habita entre nós e em nós com o Dom do seu Espírito.

Quem rejeita Jesus Cristo nunca saberá o que é ter uma grande alegria. Mesmo que venha a conquistar riqueza, fama, sucesso, poder, prazer. Isso tudo é passageiro, somente o Senhor é a grande e definitiva alegria do ser humano.

“Era grande a alegria naquela cidade” (At 8,8). Não porque o time da cidade ganhou o campeonato, ou porque fosse dia de fórmula I, ou o dia da apresentação do cantor famoso, ou porque ela fosse governada por um político poderoso; nem por se tratar de uma cidade opulenta. Sua presença era grande porque Filipe lhes anunciou Jesus Cristo, porque puderam experimentar os milagres de Deus, porque muitos foram libertos do poder do mal, porque receberam o dom do Espírito Santo.

E você aonde tens procurado alegria? Numa vida mundana? Numa vida sem Deus, sem fé, sem esperança? No ateísmo? Na indiferença? Deixe o Senhor ser a alegria da sua vida. Deixe Ele ser a razão da sua esperança (IPd 3,15). Não se deixe enganar, sem Deus não temos alegria verdadeira.

Não se deixe paralisar pelo vírus do medo, da falta de fé, do entretenimento, dos sofrimentos, da falta de esperança. Pode nos ser tirado tudo, mas enquanto tivermos fé no Senhor temos razão para nos alegrar. Pelo contrário podemos ter tudo, mas se não temos Deus é como se não tivéssemos nada. Sei que os dias que estamos atravessando não são fáceis, e muitos encontram-se desanimados. Não perca a esperança! Mais do que nunca os cristãos precisam ser no mundo portadores da esperança e da alegria que o mundo descristianizado não conhece. Assim nos exorta São Pedro: “estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir” (IPd 3,15).

Por fim, “Era grande a alegria naquela cidade” (At 8,8). Mesmo neste tempo de incertezas, que o mundo olhe para a Igreja, para os fiéis em Cristo e possa dizer: Como é grande a alegria naquela cidade! Há muitas pessoas, eivadas de sentimento anti-cristão e de ódio para com Jesus Cristo e sua Igreja, que querem se aproveitar desta circunstância atual para convencer as pessoas que elas não precisam de Deus, não precisam da fé, não precisam da Igreja. Basta ter em casa uma boa internet, comida, trabalho, entretenimento, dinheiro, isto não é suficiente. Precisamos de Jesus Cristo.

Não vos deixeis enganar! É no meio da tribulação que nossa fé, nossa alegria e nossa esperança devem brilhar como farol no meio da noite. Sobretudo através da oração pessoal e comunitária, da vida sacramental, sobretudo a Eucaristia (mesmo com toda a limitação do tempo presente), da partilha dos bens, fraternidade e solidariedade. Podemos estar confinados, mas nunca estaremos sozinhos, porque o Espírito do Senhor está dentro de nós (Jo 14,18). Por isso, é grande a nossa alegria, porque nossa alegria é o Senhor.

Pe. Hélio Cordeiro dos Santos
Formador do seminário maior N. S. de Fátima
Brasília – DF


Leituras: At 8,5-8.14-17 / Sl 65 (66) / IPd 3,15-18
Evangelho: Jo 14,15-21

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Criada em 16 de outubro de 1979, é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, sufragânea da Arquidiocese de Brasília. Pertence à província eclesiástica de Brasília e ao Regional Centro-Oeste da CNBB.

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