12108020_1745025969058833_6263932349512394352_nCertamente recebemos com um pouco de tristeza a notícia da transferência do Rev. Padre Joaquim Regis da Reitoria do Seminário Diocesano. Não temos coração de ferro. Por conseguinte nos alegramos com ele, por ver sua disponibilidade e obediência. Sua alegria de ter sua primeira paróquia. Aquele que antes gerava pastores no coração de Jesus, agora vai ser pastor de uma comunidade. E nós seus filhos seminaristas sabemos da sua capacidade e do seus coração de Pastor. Feliz seja essa comunidade que vai acolher sua pessoa.

Estes dias fizeram a seguinte questão: “O que passa no coração de um padre quando é transferido?”. Primeiro não sou padre, mas anseio de todo coração ser sacerdote. Acredito que no coração de cada padre deveria passar uma gratidão por cada pessoa que conheceu, por cada eucaristia, por cada alma que viu nascer da morte para uma vida nova, por cada novo filho de Deus, por cada família que viu nascer. Acima de tudo no coração de cada padre deverá sempre existir uma voz que diz: “Fiz para mim o teu coração! E tantos outros corações esperam pelo teu.” Sofremos pela partida de cada um deles e certamente temos tristeza, entretanto devemos sempre lembrar: um padre é um dom feito para a Igreja, para o mundo e para todos aqueles que anseiam por Cristo, ou seja, um sacerdote é um dom grande demais para apenas uma comunidade.

Padre Joaquim inúmeras vezes repeti esse dito para o senhor: Se grande é aquele que gera na carne os seus filhos, quão grandioso não deve ser aquele que gera filhos para o céu. Aquele que une corações Aquele Coração aberto de Amor por nós. Os que veem graça onde antes jaziam misérias, os que trazem esperança, luz aos que antes viam trevas. Maior ainda seja aquele que confere esperança aos homens que desejam se entregar totalmente ao Coração de Jesus e que disse o Santo Cura D’Ars, que estes homens são o Amor do Coração do Senhor. Grande seja esse homem que aos poucos forma no coração de outros homens a Imagem do Cristo Bom Pastor. Que vai lapidando, polindo, limpando e edificando uma morada para o Senhor. Que é exemplo para os futuros pastores. E tenha certeza Padre Joaquim que nestes sete anos como Reitor, o senhor foi um homem assim. Um Reitor que demonstrou com sua vida, que para ser inteiramente de Jesus é necessário não guardar nada para si e tudo dar para Ele.12321568_1745025675725529_3032796825537685104_n

Ser reitor não é fácil! Exige amor por aquilo que se faz. Exige uma paciência divina para situações humanas. É uma colheita lenta. Uma colheita difícil, quando os frutos são colhidos em um tempo dito tardio, entretanto são os mais ditosos frutos. Ser Reitor é ser um pouco de tudo: Ser superior, no que tange a ordem da hierarquia, ser pai, ser amigo, ser exemplo, ser luz, ser autêntico, ser verdadeiro consigo e com os demais. Ser Reitor é ser a presença da Igreja Mãe, que forma com verdade os seus filhos sacerdotes.

 Sabemos como foram grandes suas preocupações, tristezas e desalentos. Mas sabemos também padre das inúmeras alegrias que nestes sete anos foram experimentadas. Quantos sonhos concretizados, vitórias e realizações. E nós seus seminaristas teremos sempre orgulho, alegria e até certa vaidade em dizer que somos seminaristas da geração do Padre Joaquim. Teremos sempre boas recordações e dos grandes momentos que passamos no Seminário.

Por fim, queremos desejar ao senhor um profícuo ministério em sua nova comunidade. Tenha certeza padre que o senhor estará sempre em nossas orações. O senhor ganhou em cada um de nós: intercessores que rezam e sempre rezarão pelo senhor. Ficamos felizes também de saber que teremos um bom lugar para passear e conversar. Que Deus o abençoe!

Por Sem. Raifran Sousa, Coordenador dos Seminaristas da Diocese de Formosa – GO