Sexta-feira da III Semana da Páscoa
Evangelho – João 6,52-59

A Ceia Eucarística

O bispo São Cirilo de Alexandria nos ensina: “o corpo de Cristo dá a vida a todos os que dele participam; repele a morte dos que a ele estão sujeitos e os libertará da corrupção, porque possui em si mesmo a força que a elimina plenamente”. O corpo de Cristo nós o chamamos de Eucaristia. A instituição da Eucaristia teve início na última Ceia (Mt 26, 26-29). No Evangelho de São João temos: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna” (Jo 6,54).

A excelência e a singularidade da Eucaristia em relação aos demais Sacramentos é que eles só têm a virtude de santificar, ao passo que a Eucaristia está o próprio autor da santidade, Jesus Cristo. “Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa” (cf. CEC 1324).

Todavia, o lugar aberto de Cristo é o lugar originário donde nasce a Igreja e emanam os sacramentos que a edificam, o Batismo e a Eucaristia, dom e vinculo de Caridade (Jo 19, 34). Por meio da Eucaristia, os Cristãos participam com toda a comunidade do próprio sacrifício do Senhor.

Finalmente, no número 1326 do Catecismo, pela Celebração Eucarística já nos unimos à liturgia do céu e antecipamos a vida eterna, quando Deus será logo tudo em todos (1Cor 15,28). Nas palavras de Santo Irineu, a Eucaristia é o resumo e a suma de nossa fé: “Nossa maneira de pensar concorda com a Eucaristia, e a Eucaristia, por sua vez, confirma nossa maneira de pensar”.

Podemos chamar este sacramento, segundo o Catecismo da Igreja Católica de:
“Ceia do Senhor, Fração do Pão, Assembléia eucarística, Memorial da Paixão e da Ressurreição do Senhor, Santo Sacrifício, sacrifício espiritual, sacrifício puro e santo, pois realiza e supera todos os sacrifícios da Antiga Aliança. Santa e divina Liturgia, Santos Mistérios” (cf. CEC 1329).

Fala-se também do Santíssimo Sacramento, porque é o sacramento dos sacramentos. Com esta denominação designam-se as espécies eucarísticas guardadas no tabernáculo.

“Comunhão, porque é por este sacramento que nos unimos a Cristo. 1332 Santa Missa, porque a liturgia na qual se realizou o mistério da salvação termina com o envio dos fiéis (“missio”: missão, envio) para que cumpram a vontade de Deus em sua vida cotidiana” (cf. CEC 1331).

No número 1344 do Catecismo temos: “Assim, de celebração em celebração, anunciando o Mistério Pascal de Jesus “até que ele venha” (1Cor 11,26), o povo de Deus em peregrinação “avança pela porta estreita da cruz” (AG 1) em direção ao banquete celeste, quando todos os eleitos se sentarão à mesa do Reino”.

A Sagrada Comunhão produz em nós os seus frutos:
a) aumenta a nossa união com Cristo;
b) separa-nos do pecado;
c) consolida a comunhão eclesial;
d) empenha-nos em favor dos pobres, aumenta a graça e dá o penhor da vida eterna.

“A Eucaristia, em suma, é um sacrifício de ação de graças ao Pai… Por todos os seus benefícios, por tudo o que ele realizou por meio da criação, da redenção e da santificação. Eucaristia significa, primeiramente ação de graças” (cf. CEC 1360). Devemos dar Graças a Deus por tudo que Ele nos tem dado como dádiva, principalmente pela Eucaristia, a Ceia do Senhor.

Pe. Joacir S. d’Abadia
Pároco da Paróquia São José e Adm. da Paróquia Santa Luzia
Formosa-GO