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sexta-feira, 5 junho, 2020 - 02:30 AM

Quem ama corrige e deixa se corrigir fraternalmente.

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Roma, 07 de setembro de 2014

XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM/A

Leituras: Ez 33, 7-9/ Sl 94(95)/ Rm 13, 8-10

Evangelho: Mt 18, 15-20

Amados irmãos e irmãs, a maior riqueza de uma comunidade é a comunhão nutrida pelo cumprimento da lei do amor. E a maior riqueza de uma nação é um governante justo e sábio e um povo honesto. Onde há verdadeira comunhão Deus se faz presente: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles” (Mt 18, 20).

Se queremos encontrar Deus não podemos desprezar os irmãos, a comunidade. Pois é na comunidade que a comunhão se faz Eucaristia. O amor a Deus passa pelo o amor dos irmãos. E um dos aspectos exigentes desse amor é que quem ama é livre para corrigir e ser corrigido. É preciso dizer sim à correção fraterna e dizer não às fofocas, maledicências e difamações em nossas comunidades.

Quem ama corrige e deixa se corrigir fraternalmente. Ninguém é tão santo que não precise de correção. Aliás, santo só se torna aquele que se deixa corrigir. Pois a correção fraterna, feita com verdadeiro amor, nos abre um caminho de conversão. Este é um caminho que precisamos encontrar como comunidade. Como é duro quando alguém ao ser corrigido, vê nisto um pretexto para abandonar a comunidade.

Mas para corrigir é preciso antes caridade e oração. E para ser corrigido é preciso humildade. Nos ama mais quem tem a liberdade de nos corrigir do que aqueles que nos enchem de elogios. A correção no leva a confrontar-se com a nossa realidade pessoal, naquilo que ela tem de pior e de melhor. Já o elogio turva a visão sobre si mesmo.

De modo que um dos sinais de que Deus habita no seio de uma comunidade é que ela é uma comunidade em constante correção fraterna. Onde cada membro é um ser para o outro. Onde se exerce uma correção que edifica, que liberta. Deixemos de lado nosso orgulho, nossa covardia, nosso respeito humano. Corrijamos quando preciso for e deixemo-nos ser corrigidos para não sermos carcomidos pelo jugo de nossas debilidades, que estão muito mais claras à luz do olhar fraterno de cada irmão.

Por fim, se o tesouro de uma comunidade é a comunhão e a lei do amor, o maior tesouro de uma nação é um governante justo e sábio e um povo honesto. Que neste dia da pátria possamos tomar consciência do tipo de governantes que queremos para o nosso país. É próprio de quem é corrupto eleger outro corrupto, para resguardar sua própria corrupção. Que ao votarmos o façamos norteados pelos princípios da ética, da justiça, da sabedoria. Porém, o bem de uma não se constrói apenas com governantes justos e sábios, é preciso que o povo seja honesto.

Portanto, cabe a cada cidadão assumir a vida com honestidade. Desde as pequenas coisas, respeitar uma fila no banco, obedecer as leis de trânsito, não apropriar-se do que é do outro. Um povo honesto elege governantes justos e sábios. Mas um governante justo e sábio é incapaz de tornar um povo honesto. Digamos não à corrupção que começa nas urnas. Não faça do seu voto um ato de corrupção, mas um ato de honestidade. Se tu votas só pensando em seus interesses, em troca de vantagens, de favores, a corrupção da nação começa com você.

Pe. Hélio Cordeiro

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Criada em 16 de outubro de 1979, é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, sufragânea da Arquidiocese de Brasília. Pertence à província eclesiástica de Brasília e ao Regional Centro-Oeste da CNBB.

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