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terça-feira, 11 agosto, 2020 - 16:16 PM

Solenidade de São Pedro e São Paulo

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“Sobre esta pedra construirei a minha Igreja” (Mt 16, 18)

Celebrar a Solenidade dos santos apóstolos, São Pedro e São Paulo, é celebrar a origem mesma da Igreja fundada por Jesus Cristo. Pois os apóstolos foram constituídos por Cristo para serem o fundamento da Igreja: “Pedro, o primeiro a proclamar a fé: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16, 16). “Paulo, mestre e doutor das nações” (Prefácio)

Fora da fé professada por São Pedro e anunciada por São Paulo não há verdadeira e autêntica fé cristã. Esta mesma fé continua a ser professada em nossos dias na e pela a Igreja, Uma, Santa, Católica e Apostólica. Cujo pastoreio Jesus Cristo confiou a Pedro: “Por isso eu te digo que és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja” (Mt 16, 18).

Assim, permanecer na fé de Pedro é permanecer na unidade visível da mesma e única Igreja fundada por Jesus Cristo, na qual encontramos a plenitude dos meios necessários para a nossa salvação. Fora desta unidade reina a apostasia, a divisão, as falsas doutrinas, perpetradas por supostas ‘igrejas’ fundadas por homens, estranhas à única Igreja que foi fundada por Jesus Cristo.

Permanecer na fé católica é permanecer na Igreja que foi e é edificada por Jesus Cristo, porque da sua própria boca ouvimos: “construirei a minha Igreja” (Mt 16, 18). É Jesus Cristo quem constrói e edifica a Igreja. Por isso, não compete aos homens fundar ou moldar a Igreja segundo o seu orgulho e seus interesses pessoais como tem se multiplicado em nossos dias.

Sendo assim não obstante os pecados dos filhos da Igreja, Ela é de Jesus Cristo, e o que é Dele não temos poder de destruir. Nem mesmo o poder do inferno poderá vencê-la (Mt 16, 18). E não são poucas as forças do inferno que, em nossos dias, se levantam contra a Igreja de Jesus Cristo, na forma de ideologias violentas: ateísmo, materialismo, ideologia de gênero, erotismo, consumismo, relativismo.

Não podemos nos deixar vencer pelos ataques do mal, temos a promessa de Jesus Cristo. É esta promessa que nos faz perseverar na mesma fé dos apóstolos e nos ajuda a triunfar sobre o domínio do mal que quer sufocar o Evangelho. Tentando convencer-nos que não precisamos de Deus.

Amemos a Igreja de Jesus Cristo, é ela que nos introduz na vida de Jesus Cristo com o Batismo. É ela que nos nutre com a Palavra e com a Eucaristia. É ela quem nos comunica o dom do Espírito Santo na Crisma. É ela que nos dá Jesus Cristo na pessoa dos seus sacerdotes. É ela que nos abre a porta para a reconciliação e para a misericórdia com o sacramento da confissão. É ela que abençoa as novas famílias fundadas no matrimônio. É ela que nos prepara imediatamente para o céu com o sacramento da unção dos enfermos e com o sagrado viático. Assim, é Cristo quem sustenta e alimenta a Igreja com sua graça. Que todos os fiéis (leigos e pastores), em contrapartida, sustentem a missão da Igreja, com seu dízimo, com seu apostolado, com sua oração, com seu testemunho.

Amar a Igreja é amar Jesus Cristo, que a construiu e edificou sob a coluna dos santos apóstolos. Por outro lado, perseguir e desprezar a Igreja é também desprezar o Senhor que a mantém, sustenta e nela habita (cf. At, 9, 4). A melhor forma de manifestar nosso amor a Jesus Cristo é levar a sério a nossa conversão pessoal, é empenhar-se com sinceridade em viver e testemunhar o amor de Deus. Neste sentido penso que existem ao menos três modos muito comuns de trair a Igreja de Jesus Cristo e o seu Evangelho: a apostasia, que consiste em abandonar a autêntica fé cristã para seguir falsas doutrinas, renegando a graça do batismo e a graça da filiação divina. Outra maneira é permanecer na Igreja sem o empenho sincero em mudar de vida, em converter-se. Um terceiro que é caracterizado pela indiferença em relação à Igreja, mesmo tendo sido gerado para Deus por ela, o que se traduz pela infeliz expressão: “Sou católico não praticante”. Uma aberração que só é possível na mente de quem ainda não compreendeu o amor de Deus e a grandeza da sua vocação batismal.

Por fim, impulsionados pela fé que São Pedro professou e pelo ardor missionário de São Paulo, não tenhamos medo de proclamar com a Igreja que Jesus Cristo é “o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16, 16). Que Ele vive na sua Igreja e no coração de cada um dos seus fiéis, e que este mesmo Cristo queremos, conhecer, adorar, amar, servir e anunciar.

Pe. Hélio Cordeiro dos Santos
Formador do seminário maior N. S. de Fátima
Brasília – DF

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Criada em 16 de outubro de 1979, é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, sufragânea da Arquidiocese de Brasília. Pertence à província eclesiástica de Brasília e ao Regional Centro-Oeste da CNBB.

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