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sábado, 6 junho, 2020 - 08:30 AM

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

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“Santíssimo…apagou nossos pecados e sua ressurreição nos trouxe vida nova”.

Com esta procissão de hoje iniciamos, em comunhão com toda a Igreja, a celebração da Páscoa do Senhor: sua paixão, morte e ressurreição. Embora estejamos impedidos de celebrar como gostaríamos a solenidade destes dias, façamos do nosso recolhimento ocasião privilegiada para meditar na humildade e obediência do Senhor. Que sendo “inocente entregou-se pelos pecadores”, sendo “Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos”. E morrendo na cruz “apagou nossos pecados e sua ressurreição nos trouxe vida nova”.

Que depois de transcorridos o silêncio e o recolhimento destes dias, não retornemos à mesma vida superficial de antes. Peçamos ao Senhor para que possamos recuperar a centralidade de Deus em nossa vida. Que nos despertemos para o fervor da fé, para uma profunda confiança no Senhor que morreu na cruz para a nossa salvação. Que ao término desta quaresma e desta quarentena, sejamos mais humildes e obedientes ao Senhor. E assim, experimentar a alegria da sua ressurreição.

Que possamos unir a nossa paixão, nosso sofrimento, nossa aflição, nossa vida, nossa morte, à Paixão do Senhor. Para que nossa existência não seja inútil. Jesus Cristo na sua humildade tornou-se “igual aos homens” (Fl 2, 7), ou seja, tornou-se igual a nós. Para que pudéssemos nos tornar iguais a Deus. Ele que “não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas esvaziou-se a si mesmo…” (Fl 2, 6).

Que nesta Semana Santa sigamos o exemplo de humildade do Senhor, procurando esvaziar-se do egoísmo, da falta de fé, da falta de amor, das paixões desordenadas, da fuga do sacrifício. Com o mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor, aprendemos que é doando a vida a Deus na obediência que somos salvos.

Somos pecadores, mas temos o Cristo inocente, que nos convida de novo a redescobrir e a procurar a inocência, a pureza do coração, que abre os nossos olhos para Deus: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5, 8). Jesus Cristo é inocente porque em nada desviou-se daquela que é a vontade do Pai. É próprio dos corações inocentes percorrer o caminho que agrada a Deus.

Somos pecadores, mas Jesus, o Santíssimo, morreu por nossos pecados. Para que não vivamos para o pecado, mas para Deus. O Senhor morreu por apagar nossos pecados, que possamos nós morrer para o pecado. Que a santidade seja um desejo latente em nosso coração, uma busca constante em nossa vida.

Estamos sujeitos à morte, mas o Senhor por “sua ressurreição nos trouxe a vida nova”. A páscoa do Senhor, cuja celebração, iniciamos hoje, é ocasião para passar da vida antiga à vida nova. A vida antiga é própria de quem vive para si mesmo, segundo suas próprias vontades e caprichos, cujo coração está tão preso às coisas mundanas, que perdeu a capacidade de considerar as coisas eternas.

Enquanto a vida nova é própria daqueles que vivem para Deus, que vivem para Cristo, que caminham neste mundo com grande amor, mas seu grande desejo é o céu. A vida nova é própria daqueles que se deixaram tocar por Jesus Cristo, pelo mistério da sua paixão, morte e ressurreição.

Por fim, que o ramo abençoado e postos nas portas das nossas casas, seja o sinal do desejo de uma vida nova com o Senhor. Que os mistérios que vamos celebrar ao longo desta grande semana possa nutrir a vida nova em cada um dos filhos de Deus. Sobretudo com a Palavra e com a Eucaristia. “‘Jesus é Cristo é o Senhor’, para a glória de Deus Pai” (Fl 2, 11) e para a nossa salvação. Onde Jesus Cristo é o Senhor vida nova renasce.

Pe. Hélio Cordeiro dos Santos
Formador do seminário maior N. S. de Fátima
Brasília – DF


Leituras: Is 50,4-7 / Sl 21(22) / Fl 2,6-11
Evangelho: Mt 21,1-11 / Mt 27,11-54

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Criada em 16 de outubro de 1979, é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, sufragânea da Arquidiocese de Brasília. Pertence à província eclesiástica de Brasília e ao Regional Centro-Oeste da CNBB.

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